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Melhorando a compreensão de uma plataforma de analytics de negócio

Pesquisa sobre por que usuários questionavam números corretos nos dashboards do Bússola

Grupo Boticário, 2021–23

Melhorando a compreensão de uma plataforma de analytics de negócio

Antes do Bússola, cada visita executiva a lojas no Grupo Boticário exigia mais de 100 páginas de relatórios impressos, produzidos por pelo menos três times. O Bússola os substituiu por uma única plataforma. Depois do lançamento, os usuários continuaram questionando números que estavam corretos: perfis diferentes liam o mesmo card de KPI e chegavam a conclusões diferentes. Mapeei onde a compreensão quebrava e mudei rótulos, referências de tempo e ajuda contextual, depois testei se essas mudanças melhoravam a compreensão.

Papel
Product Designer, promovido a Sênior durante o projeto (via CI&T)
Time
1 PM, 1 front-end, 1 back-end, 1 tech lead, 1 cientista de dados, 1 engenheiro de dados
Período
Jun 2021 a jan 2023
Minha parte
Pesquisa, arquitetura de informação, design de dashboards e visualização de dados, componentes customizados
01

O problema

Antes do Bússola, cada visita executiva a lojas no Grupo Boticário exigia mais de 100 páginas de relatórios impressos, produzidos por pelo menos três times. Depois do lançamento, os usuários continuaram questionando números que estavam corretos: perfis diferentes liam o mesmo card de KPI e chegavam a conclusões diferentes.

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Pesquisa

Os principais usuários eram a diretoria executiva, incluindo o CEO, e não podíamos entrevistá-los diretamente. Trabalhei com os gerentes seniores mais próximos deles, fiz entrevistas, shadowing em campo e workshops com times comerciais regionais, e construí três perfis por fluência em dados: executivos, gerentes seniores e usuários operacionais.

Disso saiu uma regra: decisões visuais e de interação seguiam o perfil menos fluente em dados, e a profundidade dos dados seguia os executivos.

Onde a compreensão quebrava

Mapeei cada ponto de confusão a partir de feedbacks recorrentes e entrevistas. Métricas internas como o IAF (o índice que classifica uma loja como ouro, prata ou bronze) não eram entendidas da mesma forma na empresa, e muitos cards não traziam referência de tempo.

Interface principal, com indicadores de negócio em tabelas e infográficos.
03

O que mudei

  • Rótulos reescritos para que cada campo tivesse um único significado, com base na documentação oficial de métricas da empresa
  • Um período explícito em cada métrica
  • Tooltips e popovers explicando cada métrica onde o usuário a encontrava
  • Uma nova hierarquia: visão executiva por marca, dashboards de vendas com filtros de região, estado, marca e período, páginas de franquia e páginas de loja
  • Padrões de planilha (abas, filtros, estrutura de células) como referência familiar para executivos que trabalhavam no Excel, com filtros avançados mostrados só quando necessário
Telas desktop e mobile.

Validação

Entrevistas e testes de usabilidade com gerentes seniores e usuários operacionais, feitos junto com as mudanças, para verificar se os ajustes melhoravam a compreensão.

04

Resultado

Os times comerciais passaram a usar no dia a dia, além do planejamento de visitas.

  • 1 mêspara entregar o MVP, apresentado a 50 usuários das áreas executiva e comercial
  • 5+unidades de negócio adotaram a plataforma entre C-level e times comerciais
  • 5 mesesde espera por dados de vendas, encerrados
05

O que aprendi

Numa ferramenta de apoio à decisão, o usuário lê ambiguidade como erro. A maior parte da solução estava no texto e no contexto, com os dados intactos.

O que colegas disseram

"Once he puts his mind on something, things enroll pretty smoothly."

Midori, design lead who supported the Bússola team
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