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SuperApp Cidade Matarazzo: a vertical de Cultura e o seu videoguia

Arquitetura de informação para um complexo inteligente de luxo em São Paulo e o guia em áudio e vídeo da exposição de Anish Kapoor, do benchmarking ao handoff

Cidade Matarazzo, 2023

SuperApp Cidade Matarazzo: a vertical de Cultura e o seu videoguia

A Cidade Matarazzo é um complexo inteligente em São Paulo cujo SuperApp reúne ingressos, compras, reservas de mesa e conteúdo de comunidade num só app, para um público de alto padrão. Pela CI&T, desenhei a vertical de Cultura: o lugar dela na arquitetura de informação do app, a jornada de ingressos e, para a exposição de Anish Kapoor, um guia digital com áudio e vídeo para cada obra. Fiz benchmarking de apps de viagem, música e museus, defini a jornada e a interface do guia, testei com pessoas da empresa e entreguei para os times de iOS e Android num arquivo do Figma organizado por funcionalidade, com estados, chaves de tradução e histórias do Jira.

Papel
Senior Product Designer da vertical de Cultura, pela CI&T
Cliente
Cidade Matarazzo
Ano
2023
Plataformas
iOS e Android, no design system do SuperApp
Time
PM, tech lead, devs iOS e Android e QA, em dailies
Minha parte
Arquitetura de informação, jornada de ingressos, videoguia do benchmarking ao handoff

Navegue no protótipo

Clique pela vertical de Cultura você mesmo: a exposição, a compra de ingresso e o videoguia.

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Visão geral

A vertical de Cultura precisava vender ingressos e também acompanhar as pessoas dentro da exposição, para um público internacional, na primeira versão de um SuperApp que ainda estava encontrando sua estrutura.

  • Contexto

    Um app para um complexo inteiro: cultura, gastronomia, varejo e comunidade. A vertical de Cultura foi lançada como MVP junto com a exposição de Anish Kapoor, de dezembro de 2023 a janeiro de 2024.

  • Desafio

    Encaixar uma nova vertical num app com várias outras e desenhar um guia que as pessoas usariam em pé, diante de uma obra, de fone de ouvido, em três idiomas.

  • Meu papel

    Fui responsável pelos fluxos da vertical de Cultura, do sitemap ao handoff, junto com PM, tech lead, devs e QA, e com o time de cultura do cliente para o conteúdo.

02

Arquitetura de informação

Antes de desenhar telas, eu precisava saber onde Cultura ficava e como o visitante passaria por comprar, guardar e usar um ingresso.

  • Um sitemap entre verticais

    Mapeei o SuperApp como um todo e depois aprofundei em Cultura: eventos, detalhe do evento, seleção de ingresso, revisão da compra e o ingresso na carteira, onde o guia viveria depois.

  • Padrões antes das telas

    Ainda não havia um padrão compartilhado. Comparei como outras verticais resolviam os mesmos problemas e mapeei componentes análogos, o que virou o começo do design system do SuperApp.

  • Casos de borda como parte da estrutura

    Ingressos esgotados, limite de compra, eventos indisponíveis e busca sem resultado ganharam cada um a sua página no handoff, não uma nota de rodapé.

Sitemap do SuperApp, com a vertical de Cultura em detalhe.
Compra de ingresso: detalhe do evento, data e horário, tipo de ingresso e revisão.
03

O guia: o problema

Quem visitava a exposição de Anish Kapoor precisava de contexto sobre cada obra enquanto caminhava pelo espaço, no próprio idioma, sem folheto impresso nem um aparelho alugado para todo mundo.

O guia precisava funcionar com duas entradas: o ingresso digital no app e um QR code para quem retirasse um aparelho físico no local, o que exigiu desenhar um leitor de QR code dentro do SuperApp.

Também havia restrições. O conteúdo viria do time de cultura do cliente pelo CMS, o projeto era um MVP e eu não tinha acesso direto aos visitantes antes da abertura.

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Benchmarking

Busquei padrões adequados a uma experiência cultural de alto padrão, fora das referências comuns de e-commerce.

  • GetYourGuide

    Como apps de viagem associam conteúdo a um lugar e a uma atividade, e o mantêm perto do ingresso.

  • Spotify

    A navegação entre itens de áudio numa playlist e a transcrição apresentada como a letra que acompanha a música.

  • Louvre

    Audioguias de museu: paradas numeradas e como o visitante encontra o conteúdo da obra à sua frente.

  • Rijksmuseum e museus de Florença

    Guias feitos para visitantes internacionais, o mesmo tipo de público que a exposição esperava.

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Arquitetura da experiência

O benchmarking virou uma jornada com seis momentos, cada um uma página no handoff.

  1. Comprar o ingresso

    O guia vem com o ingresso e fica ao lado dele no app.

  2. Abrir o guia

    Pelo botão no ingresso ou escaneando o QR code do guia.

  3. Se preparar

    Um aviso para usar fones de ouvido e depois a escolha do idioma do guia: inglês, espanhol ou português.

  4. Introdução

    Um vídeo de abertura que apresenta a exposição.

  5. As obras

    Uma playlist numerada com título criativo e nome de cada obra, livre para navegar em qualquer ordem.

  6. Encerramento

    Uma tela final que continua a visita dentro da Cidade Matarazzo.

O guia em sequência: aviso de fones, idioma, player, drawer da playlist e transcrição.
06

Decisões de interface

A decisão central era como a mídia e a sequência de obras dividiriam uma mesma tela. A resposta foi dar prioridade à mídia e colocar a playlist num bottom drawer.

  • Mídia em primeiro lugar

    A imagem ou o vídeo da obra lidera; título, descrição e controles dão apoio.

  • Playlist num bottom drawer

    O drawer começa parcialmente aberto sob o vídeo, ocupando mais ou menos o quarto de baixo da tela, com o título, o idioma, o botão de transcrição e o primeiro item. Aberto, cobre quase a tela inteira com a lista de obras: miniatura, título, duração e descrição. Uma iteração seguinte passou a reduzir o vídeo quando o drawer abre, em vez de cobri-lo.

  • Player

    Pausar e tocar, item anterior e seguinte, e uma barra de progresso mostrando onde você está.

  • Transcrição

    A narração em texto, como alternativa acessível ao áudio. A versão sincronizada acompanhava o áudio como a letra de uma música; também documentei uma versão sem sincronia caso o player não suportasse.

  • Idioma

    Inglês, espanhol ou português. Se ninguém escolher, vale o primeiro da lista, e a ordem é definida no CMS. Uma limitação técnica fazia a reprodução recomeçar depois da troca, e o fluxo deixava isso claro.

  • Retomada

    Sair do guia e voltar mantém o seu lugar na visita.

  • Regras de conteúdo

    Descrições limitadas a duas ou três linhas (76 caracteres), para que cada item caiba no drawer em qualquer idioma.

  • Estados

    Carregamento, mídia que não carrega, telas menores e o fim da playlist.

A decisão central. O player dá prioridade à mídia (à esquerda) e a playlist abre num bottom drawer (no centro). À direita: o mesmo drawer como template, com placeholders para o conteúdo do CMS.
Transcrição sincronizada com a narração (à esquerda), a versão sem sincronia com o player documentada como alternativa (no centro) e a mesma tela em português (à direita).
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Testes

Como o guia era um MVP e a exposição ainda não tinha aberto, testei o protótipo com pessoas da empresa, com foco na relação entre o vídeo e a playlist.

O protótipo do player tinha cerca de 30 interações entre estados, com transições animadas, para que as pessoas passassem do vídeo para o drawer e para a transcrição como fariam no app.

O arquivo de handoff guarda as alternativas lado a lado: um drawer que cobre o vídeo ou um que o reduz, e uma transcrição sincronizada com o áudio ou sem sincronia. Também guarda a evolução da tela final, de “Exposição concluída!” para uma tela que sugere mais eventos.

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Handoff

Organizei o arquivo de handoff por funcionalidade, para que cada história do Jira apontasse para uma página com tudo o que o dev precisava. O time acompanhava em dailies com PM, tech lead, devs e QA, junto com Jira e Confluence.

  • Estrutura

    Uma capa com versão, seções para cada parte da vertical (videoguia, QR code, internacionalização, esgotado…) e uma página por funcionalidade.

  • O fluxo completo

    Uma página “Fluxo Full” com todas as telas do guia ligadas por setas, do ingresso ao fim da visita.

  • Jira dentro do Figma

    Cada página trazia os cards de iOS e Android do Jira, com user story, escopo e critérios de aceite, ao lado das telas que descreviam.

  • Chaves de tradução

    Cada texto identificado com a sua chave no Traduora, a ferramenta de tradução, com as telas em inglês e português lado a lado.

  • Acessibilidade e estados

    Anotações de texto alternativo, versões para telas menores e estados de carregamento e erro do player e do leitor de QR code.

  • Um protótipo clicável

    Toques que abrem o drawer de baixo para cima, transições entre estados do player e spinners de carregamento com tempo.

  • Evoluções marcadas

    Iterações posteriores em páginas [EVO] próprias, para o time ver o que mudou.

Estados no handoff: o player em português, carregamento e mídia que não carrega.
Parte do handoff do guia digital no Figma.
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Impacto e aprendizados

  • O MVP da vertical de Cultura foi lançado para a exposição de Anish Kapoor, com ingressos, check-in e o guia digital desenhados de ponta a ponta.
  • O sitemap e o estudo de arquitetura de informação deram ao SuperApp uma base para as verticais seguintes.
  • Levantar cedo as informações e decisões que faltavam, com o cliente e o time, manteve o projeto andando.
  • Escrever o handoff por funcionalidade, com estados e chaves de tradução, deixou para o time um registro claro de cada tela e de cada mudança.
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